ESTAÇÃO POESIA - Manuel Bandeira, nosso poeta
02/09/2007
MANUEL BANDEIRA, Nosso Poeta
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Ju Virginiana
jussarago@hotmail.com
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu no Recife, no dia 19 de abril de 1886.
Abandonou os estudos devido a uma tuberculose.
Aos vinte e sete anos, foi internado num sanatório na Suíça, para se tratar. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, o poeta retorna ao Rio de Janeiro.
Escreveu seu primeiro livro, A cinza das horas, em 1917.
Não participou da Semana de Arte Moderna, em 1922.
Em 1940 é eleito para a Academia Brasileira de Letras.
Manuel Bandeira publicou vários livros. Aos oitenta anos, lançou Estrela da vida inteira, uma reunião de seus poemas.
Morreu em 1968, no Rio de Janeiro e está sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras.
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Manuel Bandeira, um pernambucano com a alma do Brasil
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Dizia:
"... a poesia está em tudo - tanto nos amores quanto nos chinelos, tanto nas coisas lógicas como nas disparatadas".
Uma “pitada” de Bandeira, só para sentir o gostinho da Poesia...
A ESTRELA
Vi uma estrela tão alta, Vi uma estrela tão fria! Vi uma estrela luzindo Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta! Era uma estrela tão fria! Era uma estrela sozinha Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância Para a minha companhia Não baixava aquela estrela? Por que tão alta luzia?
E ouvi-a na sombra funda Responder que assim fazia Para dar uma esperança Mais triste ao fim do meu dia.
A Onda
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a onda anda aonde anda a onda? a onda ainda ainda onda ainda anda aonde? aonde? a onda a onda
O Bicho
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Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
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*Currículo: Jussára C. Godinho - Ju Virginiana - Professora - Formação em Licenciatura plena em Letras, Português e Espanhol. Acredito na Poesia como forma de educar para a vida! A Poesia é a própria Vida! O Poema é a tradução da Vida em palavras e rimas!
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