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Assédio Moral contra o Empregado!

08/06/2008

Prezado Ricardo Silva, este assunto, ASSÉDIO MORAL,  tem sido muito comentado no mundo do trabalho nos ultimos anos. Não há um só tribunal do trabalho em todo o país que já não tenha tratado dessa questão em suas pautas. Com certeza o Assédio Moral existe desde os tempos mais primitivos, porém, a consciência do carater criminoso e profundamente maléfico ao ser humano, data de a pouco tempo, quando os trabalhadores, vítimas do mesmo, começaram a entender que a melhor forma de enfrentá-lo é denunciá-lo. E assim tem sido feito por trabalhadores de todas as categorias profissionais. Esse tipo de procedimento utilizado por chefias e patrões é resultado de um avanço cada vez maior do capitalismo que apenas ver a possibilidade do lucro a todo custo; daí, o descumprimento de leis, cobranças de produtividades e resultados acima do normal, exigências estéticas absurdas (maquiagem, roupas caras, etc). Mas, não é só isso! ainda existem casos de intromissão na própria vida particular e pessoal dos trabalhadores, perseguição à representantes de classe e menosprezo pela capacidade da mulher, negro e demais setores tachados de minorias.

Caro amigo, abaixo  oferecemos uma literatura à respeito, mas, é sempre bom está buscando mais informações e ajudando a outros colegas a se livrarem desse mal tão nocivo a saúde do trabalhador, igual ou pior que as  doenças ocupacionais.

Forte abraço, Eliezer Gomes 

Em 2000 o termo assédio moral era praticamente desconhecido no Brasil. Um estudo feito a partir de 2.072 entrevistas revelou um dado alarmante: 42% dos entrevistados afirmaram que sofriam humilhações no trabalho.


O que é assédio moral?


O assédio moral pode ser considerado uma violência psicológica contra o empregado. Expor o funcionário a situações humilhantes; exigir dele metas inatingíveis; delegar cada vez menos tarefas alegando incapacidade do trabalhador; negar folgas e emendas de feriado quando outros empregados são dispensados; agir com rigor excessivo e reclamar dos problemas de saúde do funcionário são alguns exemplos que configuram o assédio moral.

São atitudes que, repetidas com freqüência, tornam insustentável a permanência do funcionário no emprego, causando danos morais e à saúde do assediado. Porém, tão antigo quanto o trabalho, o assédio moral não é um fenômeno novo. As relações trabalhistas sempre foram marcadas por casos de humilhação e abuso.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o problema é mundial e atinge mais de 12 milhões de trabalhadores na Europa. Os distúrbios mentais relacionados com as condições de trabalho são hoje considerados um dos males da modernidade. Algumas das novas políticas de gestão exigem que as pessoas assumam multifunções, tenham jornadas prolongadas, entre outros abusos. Não aceitar tais condições é correr o risco de ser demitido já que nunca faltam substitutos.

Tudo o que foge às normas do contrato é um abuso com o trabalhador. Ressalto a importância de diferenciar acontecimentos comuns nas relações de trabalho (como uma bronca eventual do chefe, ou mesmo a necessidade de se trabalhar além do horário algumas vezes) das situações que caracterizam assédio moral. Se constantemente a pessoa sofre humilhações ou é explorada, aí sim temos assédio moral. É preciso bom senso para diferenciar.


Perfil do agressor


Um dos principais meios de divulgação da causa, a violência é geralmente exercida pelas pessoas "inseguras, autoritárias e narcisistas".

Além dos superiores hierárquicos, é comum os pares terem atitudes de humilhar seus colegas. Por medo, algumas pessoas repetem a atitude do chefe, humilham aquele que é humilhado ou ficam em silêncio quando vêm uma situação dessas. Mas os executivos também sofrem pressão. A cada ano eles têm que atingir metas mais ousadas em menos tempo e acabam transmitindo essa angústia para os demais. O problema é estrutural nas empresas.

Uma das principais causas do assédio é o desejo do empregador em demitir o funcionário. Para não arcar com as despesas trabalhistas, o empregador cria um ambiente insuportável e assim o funcionário acaba pedindo demissão.
 
 
Perfil do agredido


Entre as pessoas que mais sofrem humilhações estão aquelas que adoecem por conseqüência do trabalho; as que têm mais de 35 anos e são consideradas velhas em alguns ambientes; as que têm salários altos, porque podem ser substituídas a qualquer momento por um trabalhador que ganhe menos; e os representantes de associações e sindicatos.


Como se proteger


No âmbito federal, o Brasil ainda não possui regulamentação jurídica específica, mas o assédio moral pode ser julgado por condutas previstas no artigo 483 da CLT.

Mesmo com a possibilidade de processar os empregadores, os trabalhadores quase não recorrem à Justiça. Além do medo do desemprego, o empregado geralmente sente-se inseguro com relação às situações que caracterizam o assédio.
Quem imagina estar sofrendo de assédio moral é que busque a ajuda do RH da empresa. São profissionais aptos e confiáveis para fazer a reclamação. Porém, nos casos em que o chefe direto é o dono da empresa, o correto é pedir demissão e recorrer à Justiça. Antes de pedir demissão, o trabalhador deve reunir o maior número possível de provas que caracterizam o assédio, como fatos injustos praticados pelo chefe tirano e testemunhos de outros funcionários que tenham presenciado cenas de humilhação. Por exemplo: Se o funcionario exerce uma função X e o superior por perseguição o coloca para executar tarefas irrelevantes e/ou sai falando mal do profissional aos seus pares e outras atitudes conforme as acima citadas, principalmente se o perseguido for dirigente sindical, de associação, pré-aposentado, deficiente físico ou membros de Cipa, para citar alguns casos.

Uma frase: "O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não." Ghandi


Comentários

Olá Eliezer Gomes, você nem imagina o quanto é importante esta seção do seu site. São informações muito importantes. Esse tema aí do Assédio Moral é uma grande realidade. Trabalho numa grande empresa multinacional com filial aqui em João Pessoa, sou chefe de setor e, tudo que está escrito aí é verdadeiro. Para você ter uma ideia nós somos treinados para assediar. Claro que não é com esse nome, mas, a dinâmica e o formato é para tal. Conheço um pouco de sua história enquanto gerente de loja e via como você era correto neste sentido. Eu, sinceramente mim espelhei muito em você. É necessário que haja mais denuncias, que o trabalhador continue com medo (cautela), mas não pode continuar sendo Covarde. Um abração amigo.

Parabens seu Eliezer, isso que o senhor faz não vejo ninguem fazer. Nós trabalhadores precisamos de informação, mas, infelismente não temos. Obrigado por nos fazer este favor tão grande.

Caro amigo, Eliezer!

Pertenço a categoria bancária como boa parte das pessoas amigas sabem e posso afirmar que muitos(as) de nós sindicalistas ou não, fomos vítimas nos bancos por muito assédio moral, onde ocasionou várias doenças, entre elas, LER/DORT (Doença psicossomática, adquirida no trabalho devido a digitação com os tendões tensos, por várias horas consecutivas e longos anos).
São poucas as empresas que dão a verdadeira atenção as denúncias de assédios, seja moral ou sexual e acredito que o caminho ainda é este: DENUNCIAR...CALAR, JAMAIS!

É incrível como o assédio moral está presente em nosso meio. Trabalho numa grande empresa na cidade de Recife e, olha, não é fácil. O assédio é realmente algo criminoso, terrorista e tem mais, se você não tiver muito autocontrôle, a coisa fica bem pior...existe um exercito de reserva enorme lá fora. Precisamos de leis mais rígidas e que sejam aplicadas. Valeu pelo artigo