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PATRICIA BOTELHO - Os perigos do “FUMAR PASSIVO”

03/11/2008

Os perigos do “FUMAR PASSIVO”

Patricia Botelho*

 

O fumante passivo é o individuo que não fuma, mas que está exposto à fumaça de cigarros de fumantes crônicos. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) o cigarro é o maior poluidor ambiental. Os efeitos nocivos do cigarro são os mesmos tanto para o fumante ativo quanto para o passivo, justamente por estarem expostos à fumaça do cigarro.

A fumaça do cigarro é composta por 4.000 substâncias, e cinqüenta delas são comprovadamente cancerígenas. Algumas são mais perigosas. A fumaça se divide em dois tipos: a "primária" – aquela que é aspirada pelo fumante (depois expirada); e a "secundária" – a que resulta da queima direta do cigarro.  Assim se manifestou o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Escola Paulista de Medicina, especialista em consumo de álcool e drogas.
        A segunda, inalada pelo fumante passivo, é muito mais tóxica, porque não é filtrada e é mais fria do que a tragada. Ao tragar, o fumante "esquenta" a fumaça. Já os gases e partículas que formam a fumaça secundária, por sofrerem menos ação do calor, ficam preservados e atingem mais o pulmão. A quantidade de toxinas que atinge um fumante passivo depende do seu nível de exposição. 

         Dentre as muitas manifestações clínicas em fumantes passivos podemos citar: sintomas respiratórios, exacerbação de efeitos irritativos em pacientes alérgicos, aumento da taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares e o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Um dado preocupante é que cerca de 700 milhões de crianças, ou seja, quase metade das crianças de todo o mundo são fumantes passivos principalmente pelo hábito de fumar de seus pais, crianças expostas à fumaça do cigarro tem maior risco de apresentarem doenças infecciosas do trato respiratório, doenças cardiovasculares, distúrbios de comportamento e do desenvolvimento neurológico e de câncer, principalmente o de pulmão, e ainda mais são crianças com altas chances de se tornarem fumantes no futuro. 

         Nos Estados Unidos o cerco foi se apertando. Primeiro foram os bares, depois os restaurantes, os shoppings, as ruas... Até dentro de casa. Algumas cidades da Califórnia, nos Estados Unidos, votaram leis que proíbem o cigarro no interior dos apartamentos residenciais. Em Belmont a norma foi aprovada e tem 14 meses para ser implantada, diz o New York Times. A iniciativa vem sendo tomada em outras cidades americanas por empreiteiras e administradoras de condomínios. A intenção é proteger o fumante passivo. No Brasil a batalha contra os tabagistas também é dura.

                   Parar ou não de fumar deixou de ser uma opção, pelo fato de já se conhecer os danos que uma pessoa pode sofrer caso ela conviva com o fumante crônico, sabemos que é difícil sensibilizar as pessoas, mas muita coisa pode ser feito para evitar riscos e diminuir o fumo passivo entre elas é fazer valer as leis que proíbem fumar em ambientes públicos fechados, procurar informações e aconselhamento sobre o fumo passivo e divulgação dos conhecimentos adquiridos sobre os prejuízos do fumo passivo.

         Muito mais que pensar em si, deve-se pensar no próximo e conscientizar-se de que o outro não pode ser prejudicado por um hábito que não é seu! 

*Educadora e voluntária.