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Senadores fazem vigília em defesa de projetos que beneficiam aposentados

19/11/2008

Desde pouco depois das 19h de terça-feira (18) e até as 6h02 da manhã desta quarta-feira (20), senadores de vários partidos se revezaram na tribuna do Plenário, em vigília para pressionar pela aprovação de três projetos que visam à recomposição do valor das aposentadorias e pensões. Durante toda a madrugada, pelo menos 15 senadores estiveram presentes à sessão.

Já aprovados pelo Senado, os projetos aguardam agora deliberação da Câmara. Um deles, de autoria de Paulo Paim (PT-RS), acaba com o chamado fator previdenciário  , redutor que leva em conta idade, tempo de contribuição e expectativa de sobrevida para o cálculo da aposentadoria (PLS 296/03); outro, também de Paim, estabelece a recomposição das perdas de rendimentos sofridas por aposentados e pensionistas (PLS 58/03); e um terceiro (PLC 42/2007), proposto pelo Executivo, criando uma política de reajuste do salário mínimo, recebeu emenda de Paim assegurando aos benefícios pagos pela Previdência Social o mesmo reajuste do salário mínimo.

Durante a sessão plenária, os diversos senadores que usaram a tribuna relataram o recebimento de mensagens de cidadãos de todos os cantos do país. Só senador Paulo Paim disse ter recebido cerca de 7 mil manifestações durante a madrugada, entre e-mails e telefonemas.

No início da tarde, o ministro da Previdência Social, José Pimentel, compareceu a uma reunião na Presidência do Senado - a quarta de uma série para tentar encontrar formas de arcar com reajustes a aposentadorias e pensões previstos nas três propostas. Participaram do encontro, além do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, o presidente e o relator da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), respectivamente deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) e senador Delcídio Amaral (PT-MS), além de outros senadores, entre os quais Paulo Paim.

Como não se chegou a acordo algum - nova rodada de negociação foi marcada para a próxima semana -, um grupo de senadores liderados por Paim e pelo senador Mário Couto (PSDB-PA) resolveu apressar a vigília, que já estava sendo anunciada ao longo da semana passada, como forma de sensibilizar o governo para a questão.

Na madrugada desta quarta-feira, Paim informou que o movimento deve ganhar adeptos, pois representantes de entidades sindicais já se dispuseram a também fazer vigílias em prol da aprovação das matérias de interesse dos aposentados. Os senadores Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN) também sugeriram a incorporação dos membros das câmaras de vereadores e das assembléias legislativas do país na realização de vigílias em prol dos aposentados.

Ao anunciar a vigília, no início da noite, o senador Paulo Paim afirmou que a Seguridade Social, que engloba as áreas de saúde, assistência e previdência social, teve superávit de R$ 62 bilhões no ano passado.

- Os números que são colocados à opinião pública fogem totalmente à verdade - disse o senador.

Paim ainda registrou que entidades sindicais em defesa dos direitos dos aposentados de todo o país acompanham o protesto dos senadores, alguns deles presentes à sessão plenária durante toda a madrugada. Mário Couto (PSDB-PA), por sua vez, disse ter certeza que a atitude dos senadores vai mobilizar a Câmara dos Deputados e as autoridades da Fazenda. Já o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) - que abriu os discursos - observou que o PT, no governo e ao deixar de defender os interesses dos aposentados, abandonou uma de suas mais antigas bandeiras de luta.

Se não houver avanços nas negociações, os senadores prometem repetir a vigília nas próximas semanas.





Fonte:Senado


Comentários

Meu caro amigo, camarada Eliezer Gomes, é uma vergonha que o presidente Lula e seus ministros se comportem igualzinho aos antigos governantes tão combatidos por eles. A cada dia me sinto distante desse PT a começar pelo PT da Paraíba, uma vergonha a parte. Não sei como você, um camarada com uma história tão séria na luta dos trabalhadores ainda continua no meio desses políticos.

Concordo com plenamente com o Gabriel. Ninguem esperava por isso, justo no governo Lula, ex-sindicalista os trabalhadores brasileiros tivessem um final tão triste quanto este. Não vejo nenhum deputado, nem vereador, nem lider sindical desses que se dizem de squerda se pronunciar. Um bocado de pelêgos e mentirosos.

O que dói mesmo é ver o presidente Lula socorrendo banqueiros e negando os benefícios que tem fdireito os trabalhadores. Quem diria?

Companheiro Eliezer, vi uma entrevista da Dilma Roussuf ontem, que deu nôjo. ela tá elogiando todo mundo: Serra, FHC, Aercio, Sarney... só não elogiou o Maluf pq não perguntaram. Tá bom de alguem buscar a opinião dela sobre a derrubada do Fator Previdenciário. Deve ser contra tambem. Ela quer ser Presidente do Brasil pelo PT, desse jeito. Vôte, não voto nela.