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HISTÓRIAS DA PARAÍBA - A primeira bandeira da Paraíba

08/01/2009

HISTÓRIAS DA PARAÍBA

 

 

A primeira bandeira da Paraíba

Do tempo em que a Paraíba foi incorporada à Capitania de Pernambuco

 

 

Edival Toscano Varandas*

 

                                                                     edvarandas@yahoo.com.br

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Cento e setenta e quatro anos após as origens da Povoação de Nossa Senhora das Neves, a Paraíba teve sua primeira bandeira.

Após a morte de D. João V, e, consequentemente, o afastamento do grupo de Frei Gaspar da Encarnação, D. José I, filho de Dona Maria Ana, foi aclamado Rei de Portugal, em 7 de setembro de 1750.

 

D. José I - Governou Portugal de 1750 até 1777

[ FONTE: http://www.bairrodocatete.com.br/donamariai1.html ]

Governou Portugal de 1750 até 1777

Entre os novos governantes escolhidos por D. José I, encontrava-se Sebastião José de Carvalho e Melo, nascido na aldeia de Soure, perto de Pombal e Coimbra. Homem de elevada estatura, de temperamento forte, porém, de fino trato, Sebastião José foi nomeado para o cargo de Secretário de Estado (Primeiro-Ministro) para os Negócios Estrangeiros e de Guerra.

Sebastião José de Carvalho e Melo (Conde de Oeiras, depois Marquês de Pombal) - Ministro do Rei D. José I

[ FONTE: http://topazio1950.blogs.sapo.pt/258689.html ]

 

E foi como Ministro do Rei D. José I, que Sebastião José iniciou uma guerra implacável contra as missões jesuíticas em Portugal e suas colônias. Por outro lado, político enérgico e tenaz soube aproveitar as oportunidades para a consecução dos seus objetivos, norteados pelo modelo de um absolutismo que aplicou dentro de uma base ideológica galicana – diz-se da Igreja francesa, de seu ritual e suas leis.

Decorridos nove anos de sua atuação como ministro, Sebastião José conseguiu que D. José lhe outorgasse o título de “Conde de Oeiras”, em 15 de julho de 1759.

No que se refere ao Brasil, o Conde de Oeiras (que viria a ser “Marquês de Pombal” em 16 de setembro de 1769) pretendeu melhorar a situação econômica, criando a Companhia de Pernambuco e da Paraíba, e a Companhia de Comércio do Monopólio.

Todavia, a crise econômica na Paraíba, imposta por esta política de monopólio de exportação e importação, foi tamanha que a Paraíba perdeu o status de Capitania e viu-se incorporada à Capitania de Pernambuco, até 8 de maio de 1780, graças à política administrativa do Conde.

Fac-símile do documento da criação da Companhia de Comércio de Pernambuco e da Paraíba

(Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba.  Instituição da Companhia Geral de Pernambuco, e Paraíba. Lisboa: Miguel Rodrigues, 1759. Folio. 30 pp., [1] f.)

[ FONTE: http://www.prbm.com/interest/i.htm?africa.shtml~main ]

  

Com a criação da Companhia de Comério de Pernambuco e da Paraíba, em 13 de agosto de 1759, a Paraíba ganhou sua primeira bandeira. A flâmula tinha fundo branco contendo a figura de um frade dentro de uma estrela amarela e um dístico com os seguintes dizeres: UT LUCEAT OMNIBUS (QUE A LUZ ILUMINE A TODOS). O frade era a representação do Frei Pedro Gonçalves Telmo, padroeiro da Marinha Mercante, cujo nome está ligado ao descobrimento dos navegadores portugueses. Quando as tempestades acossavam as embarcações que demandavam a Índia ou o Brasil, temerosos, os marinheiros gritavam: “São Telmo! São Telmo!”. Chama-se, por isso, “Fogo de São Telmo”, a lanterna de luz azulada que é acesa no topo do mastro-mor dos navios, quando está prestes a desencadear-se uma tormenta.

Primeira bandeira da Paraíba

[ FONTE: Desenho de VARANDAS, Edival Toscano ]

 

 

  

FONTE: Texto baseado em: ODILON, Marcus. O livro proibido de Padre Malagrida. João Pessoa: Unigraf, 1966; ASSOCIAÇÃO Nacional de Cruzeiros. Lisboa. Portugal. Disponível em: <http://www.ancruzeiros.pt/ancnebnavais.html>. Acessado em: 14 de maio de 2005; MARQUÊS DE POMBAL. Disponível em: <http:ribatejo.com.hp/cronologia>. Acessado em: 22 maio 2005.

 

* Doutor pela UPE. Pesquisador.

 

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