JESUS HOJE - Já transgredimos dez Leis
27/05/2009 Já Transgredimos dez Leis Walter Lucio Barbosa* . Quanto aos dez mandamentos estabelecidos por Deus como uma Lei moral para o Homem, é comum e possível que já tenhamos transgredido todos eles. Para facilitar, chamaremos os dez mandamentos de Lei-G10. A Lei-G10, direciona-se a apenas duas pessoas. Elas estão sobre o foco de Deus e do nosso próximo ou semelhante, inclusive você mesmo. Os quatro primeiros mandamentos tratam da pessoa de Deus e os seis seguintes tratam da pessoa do nosso próximo. As Escrituras confirmam que Cristo reafirmou este agrupamento. Conforme foi estabelecido em Mateus 22:34-40, poderíamos adotar um resumo dos dez mandamentos separados em dois grupos distintos, chamaremos a este resumo de Lei-G2. A verdade é que, com cem por cento de certeza, todos nós já transgredimos a ambos os grupos da Lei-G2. Desconhecemos qualquer estatística publicada sobre o assunto, mas se fizéssemos uma pesquisa com os mandamentos na sua forma descrita conforme a Lei-G10, e considerando todos os seus complementos normativos estabelecidos na Palavra, é bem possível que para um cidadão qualquer, após a sua maioridade, ou menos, já tenha transgredido não só alguns mandamentos, mas, todos eles. Quando incluímos os complementos normativos à Lei-G10, queremos nos referir à expressões complementares e elucidativas destas Leis. A seguir, citamos alguns destes complementos registrados na Bíblia: todo aquele que se irar contra seu irmão; proferir um insulto ao seu irmão; olhar para uma mulher com intenção impura, no coração; jurar falso; não amar os inimigos; não perdoar as ofensas; se exaltar; praticar, se deleitar ou apoiar a injustiça; falta de fé; tornar-se um sepulcro caiado ou hipócrita; impuros; idólatras; efeminados; sodomitas; imorais; profano; avarentos; bêbados; maldizentes; insensatos; mentirosos; ladrões; roubadores; vingativo; furtar; proferir palavra torpe; com amargura; cólera; blasfêmia; malícia; dar lugar ao diabo; cobiçar; proferir palavras vãs ou chocarrices; ser cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; e coisas semelhantes a estas. Logicamente falando, a Lei e os complementos tornam a todos transgressores sem distinção. Deus é santo assim como sua Lei. A Lei sendo objetiva se anula as distorções no seu entendimento e na sua aplicação, e logo todos têm um cânon do certo e do errado. A revelação de Deus não termina com a Lei, mas se completa com uma solução para a conhecida proposta impossível de sua observância. Ninguém será justificado pela Lei, porque, é impossível cumpri-la. A principal função dela é informar que todos nós a transgredimos. Embora, esteja embutido o de fato a impossibilidade de sua observância, nós não devemos deixar de procurar cumpri-la, pois, representa um caminho necessário no processo de nossa santificação. Observamos que a Lei-G2 se expressa com um só sentimento, ela tem uma única ação em comum, que é o ato de amar. Amar a Deus e ao próximo. A intensidade deste ato é expressa da seguinte forma: “de todo teu coração, alma, e entendimento; e como a ti mesmo”, sendo assim, é uma expressão de intensidade máxima e possível para um sentimento subjetivo como o amor. Primeiro nós encontramos Deus definindo que o sentimento deve ser direcionado para dois propósitos, e depois está definindo a subjetividade do amor em ações de objetividades práticas. Oriundo do primeiro grupo da Lei-G2, Deus define as primeiras quatro Leis, e depois mais seis Leis para o segundo grupo. Por fim, Ele traduz a subjetividade do sentimento do amor pleno, em uma definição prática contendo atos objetivos, conforme está descrito em 1º Coríntios 13: O amor é paciente, é benigno, se regozija com a verdade, tudo sofre, crê, espera, suporta, não se ensoberbece, não arde em ciúmes, não se ufana, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se recente do mal, não se alegra com a injustiça, jamais acaba, e, sem amor nada seremos. Para Deus, o amor não é subjetivo, ele está repleto de demonstrações práticas. Continuamente, Ele dá exemplo disto. Logo concluímos que o amor argüido na Lei-G2 é impossível de ser totalmente cumprida pelo homem, e conseqüentemente sendo seguido do seu desdobramento com a Lei-G10, torna-se muito mais impossível de ser plenamente obedecido nesta vida. Na passagem registrada em Mateus 19:16-22, conhecemos a história de um jovem rico que foi entrevistar-se com Jesus. Naquela entrevista, denota-se que o jovem, desde criança, seguia toda a parte dos mandamentos da Lei-G2 que tem foco no seu próximo, mas, a seguir, Jesus demonstra que ele transgredia a parte dos mandamentos que tem como foco a pessoa de Deus. Com uma simples proposta Jesus demonstrou que o jovem rico não amava o seu próximo e que amava mais as suas riquezas do que a Deus. Cristo não condenou nem colocou a riqueza no foco da questão, mais, apontou que o jovem tinha um amor muito maior pelos seus bens, do que um verdadeiro amor para com Deus. Deus assim determinou a Lei porque Ele é santo e imutável, não poderia exigir menos do que isto; uma santidade total. Compreenda que agora, você está condenado a ser um transgressor da Lei. Portanto perdido e preocupado diante desta exigência impossível de ser cumprida. Sabedor desta impossibilidade, o que fazer?. Respondemos que Deus demonstrou o seu amor com a mesma intensidade que exigiu do homem, e foi dando o seu filho Jesus, Deus e Homem, cumpridor fiel de toda a Lei-G10, para que todo aquele que Nele crê, e por meio Dele também seja considerado como um cumpridor fiel. Deste modo, o homem venha a ser 100% um executor da Lei-G2 e da Lei-G10. Logo, um remido, e pela graça, tendo uma nova vida. . *Presbitero emérito da IPB - evangélico há 42 anos - Bacharel em Teologia - formado em eng. civil, adm.de empresas e analista de sistemas, Escritor - casado, paraibano,empresário.
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