A Um Expedicionário que Tombou - Cessa Lacerda
28/11/2009 Prezado radialista, UBIRATAN LUSTOSA! Deparando-me com este ilustrado e meritório texto de homenagem aquele soldado desconhecido, extensiva a todos aqueles que ao longo dos tempos tombaram nos campos de batalha, demonstrando a sua bravura, o seu heroísmo, entregando suas vidas por uma causa muitas vezes inglória. Gostaria de aproveitar o ensejo para externar o meu sentimento de admiração àqueles que deixaram a sua história em louvor do nosso país. Sempre mantive duas referências de admiração no meu país: Os índios, nossos primeiros habitantes e os soldados que lutaram pela sua glória. Neste dia 28 de novembro, consagrado ao Soldado Desconhecido, quero dar as mãos a você, fazendo jus a minha homenagem com a exposição de uma bela poesia, que declamei quando criança e jovem em eventos cívicos comemorado nas minhas escolas. Grande expressão poética do emérito paraibano, JANSEN FILHO, em referência a um dos nossos PRACINHAS, cujo título ressoa fortemente uma ovação. A UM EXPEDICIONÁRIO QUE TOMBOU. Foste o mais o mais forte dos heróis do mundo Naquele drama de infeliz sofrer Quando tombaste pela liberdade Da pátria amiga que te viu nascer! De olhos voltados para o azul celeste, Rolaste altivo sobre o teu fuzi! E assim cumpriste o teu dever sagrado Buscando a glória para o teu Brasil! No mar de fogo da fadada Europa Onde o nazismo soçobrou exangue, Longe dos vultos dos teus pais queridos, Tu mergulhaste num caudal de sangue! Porém ficou no coração da Pátria Teu nome escrito _ LUTADOR VIRIL! Como uma prova do teu gesto audaz Buscando a glória para o teu Brasil! No horrendo campo de concentração Em horas tristes, desesperadoras, Eu sei que ouviste repetidas vezes As gargalhadas das metralhadoras!... Eram algozes de outra terra estranha, Os portadores de um despeito vil, Que procuram destruir-te a vida Trazendo luto para o teu Brasil! E na vanguarda batalhando sempre À beira horrível de profundo abismo Foste um dos homens que despedaçaram A sombra negra do nazi-fascismo! Depois tombaste!... Mas os teus irmãos, No altar da Pátria _ teu solar gentil! Jura por tudo que jamais te esquecem Porque morreste pelo teu Brasil! Nos entrechoques desesperadores Da luta em prol desta querida terra, Teu barco altivo mergulhou nas ondas Do mar de sangue que morreu na guerra! Mas este gesto de patriotismo Te engrinaldando de venturas mil, Foi mais um feito para a tua vida! Mais uma glória para o teu Brasil! Desde que viste na longínqua Itália Desta existência se extinguir o brilho, Que a Pátria chora desmedidamente Sentindo a perda do seu grande filho! Mas, Deus que é justo e que se compadece Dos que soluçam num pesar sutil, Com lenços puros de fraternidade Enxuga o pranto do teu lar_ Brasil! Bendito aquele que morreu na luta Livrando a Pátria da infeliz desgraça! _ Quanta coragem! Quanta rebeldia! Ninguém traduz essa altivez sem jaça! Qual é o filho que deseja ver Seu lar transposto num revel covil? ... _ Antes morrer como morreste, bravo Buscando a glória para o teu Brasil! Teu nome vive tremulando sempre No coração da fraternal Bandeira, Só porque foste defensor das cores Do Pavilhão da Pátria brasileira! Quando morreste _ foi teu leito o céu!/ Teu companheiro _ o singular fuzil! Foi a vitória _ teu fanal eterno! E és hoje orgulho para o teu Brasil! Cessa Lacerda Fernandes Professora, poetisa e escritora pombalense. Contato: cessalacerda@yahoo.com.br
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