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CESSINHA NETA - Salvar o Próximo

17/10/2010

     É fato que as descobertas científicas avançam a cada segundo de forma surpreendente, todavia, ainda não existe sangue sintético, o qual seja capaz de substituir o sangue humano.

             Sendo assim, os pacientes que necessitam receber sangue contam apenas com a solidariedade dos outros semelhantes. Nesse contexto, é importante que a população tenha alguns conhecimentos, a exemplo de quem pode doar sangue, as restrições e ainda aprenda a valorizar esse gesto deveras valioso.

              De acordo com informações fornecidas no site do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o indivíduo interessado em doar sangue precisa se dirigir a um hemocentro, portando documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de identidade, Carteira de motorista, entre outros). Os requisitos básicos são: o doador deve estar bem de saúde, ter descansado no mínimo 6 horas nas últimas 24 horas, idade entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg, não estar em jejum (evitar alimentos gordurosos 4 horas antes da doação).

              O processo de doação envolve certas etapas. Inicialmente, será avaliado se o indivíduo está com anemia. Em seguida, são verificados: pressão arterial, pulso e temperatura. Depois disso, é feita uma entrevista rápida, a fim de se conhecer possíveis doenças que a pessoa tenha ou ainda fatores de risco do candidato à doação. Essa entrevista é baseada em uma portaria da legislação que rege a doação de sangue no Brasil e sua importância se dá pelo fato de proteger doador e receptor. A veracidade das informações dadas nessa etapa é algo fundamental.

                 Após o término da entrevista, caso não haja nenhuma restrição, começa a coleta de sangue propriamente dita. É feita a punção na veia do braço, recolhe-se o sangue na bolsa e em tubinhos que vão ser encaminhados para os testes. Aguarda-se um pouco, o doador toma um lanche e é dispensado. Depois da coleta, o sangue passará por vários processos e também testes para algumas doenças infecciosas; estes têm a finalidade de proteger quem vai receber o sangue, sendo de triagem e não de diagnóstico.

              Segundo a médica Maria Angélica Soares, coordenadora do Hemocentro do Hospital São Paulo da UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo), de forma geral, não podem doar sangue:

1)      Pessoas que tiveram hepatite depois dos 10 anos de idade (antes dessa idade, a doença não é empecilho porque provavelmente se trata de hepatite A, cujo vírus é eliminado por completo do organismo);

2)      Pessoas que tiveram hepatites B ou C;

3)      Os portadores do vírus da AIDS ou de alguma doença infecciosa transmitida pelo sangue;

4)      Pacientes com diabetes e que usam insulina ou anti-hipoglicemiantes por via oral;

5)      Mulheres grávidas ou que estão amamentando;

6)      Pessoas com febre;

7)      Pessoas com peso abaixo de 50kg; com mais de 65 anos ou que tiveram perda inexplicada de 10% do peso em um mês;

8)      Indivíduos com epilepsia ou crises de asma;

9)      Pacientes que tenham se submetido a grandes cirurgias; recebido transfusão; feito tatuagem ou colocado piercing há menos de um ano.

              Vale salientar que a população que visitou áreas endêmicas de malária deve aguardar 6 meses para doar sangue e quem residiu nesses locais, esperar 3 anos para doar.

                   A doação de sangue é um ato de amor ao próximo e, de acordo com divulgação do site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), são destacados os seguintes pontos:

1)      A doação não traz risco à saúde;

2)      Todo material utilizado é descartável;

3)      Quem doa sangue uma vez não é obrigado a doar sempre;

4)      Intervalo mínimo entre as doações é de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres.

                     Atualmente, o maior desafio é encontrar doadores permanentes, ou seja, aqueles que, respeitando os intervalos corretos, anualmente, doem sangue. É preciso que a população entenda que, dificilmente, há estoques adequados nos bancos de sangue e que o sangue que está lá não dura muito tempo, sendo usado rapidamente, o que gera necessidade de reposição. 

                    Portanto, doe sangue! Coloque-se por um instante no lugar do outro, pois qualquer um de nós, pode se submeter a uma cirurgia, sofrer um incidente ou quaisquer situações que requeiram sangue.

                   Não espere que alguém da sua família ou até mesmo VOCÊ precise. Pense nisso.

 

Referências

       Disponível em:

1.      http://www.inca.gov.br

2.      http://www.saude.gov.br

3.      http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas

4.      http://www.anvisa.gov.br/

5.      http://bvsms.saude.gov.br/php/index.php

6.      http://www.sbhh.com.br/

7.      http://www.opas.org.br/

8.      http://www.prosangue.com.br

 

*Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta

 

*E-mail para contato: sucessomed@hotmail.com

      (Natural de Patos-PB, 20 anos, mais conhecida como Cessinha, acadêmica do 6º período de medicina da Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande, filha de Francisco Fernandes da Silva Júnior e Zeneida Furtado Leite Fernandes, donos da Hiperfarma Bom Sucesso em Patos.)