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O COMENTÁRIO DA SEMANA - Da Canção para o Livro - A Saga da Cabocla Maringa

16/09/2011

DA CANÇÃO PARA O LIVRO – “A SAGA DA CABOCLA MARINGÁ”

 

CLEMILDO BRUNET*

São inúmeras as especulações em torno dessa história. Conta-se que no momento de compor a canção Maringá, Rui Carneiro tenha confidenciado a Joubert Gontijo de Carvalho mineiro de Uberaba, sobre esse romance, e solicitado do compositor a discrição de não contar pra ninguém. Diz-se também que Ruy Carneiro aos cinquenta e cincos anos de idade contava essa história a políticos, banqueiros e comerciantes no salão do Palácio do Governo no Rio de Janeiro. Na verdade pelo que se tem conhecimento até agora, é que não existe nenhum documento escrito do próprio punho do Senador Ruy Carneiro, a respeito do que se comentava sobre sua vida, antes de torna-se político.

É interessante notar como a origem dessa história tenha se dado com a composição da canção de autoria do médico e compositor Joubert de Carvalho com a anuência e ajuda do Senador Ruy Carneiro. Depois de tantos anos passados, agora ela é delineada, esmiuçada e contada com riquezas de detalhes pelo nosso pesquisador e escritor pombalense Jerdivan Nóbrega de Araújo, um romance que descortina para a alma humana a realidade das secas no sertão, registrando-se a miséria e a fome dos menos favorecidos da sorte, o tempo dos coronéis, a ação nefasta dos cangaceiros e o amor proibido de um ricaço por uma plebeia.

Como em todo romance existe sua ficção, não seria por menos que a “Saga da Cabocla Maringá” de Jerdivan Nóbrega de Araújo, não tivesse sua fantasia, semelhantes aos que são escritos e transportados para a tela do cinema. Na verdade a espécie humana deixa-se levar mais pelas emoções do que pelas razões da existência. Há os que procuram esconder situações dessa natureza, mas não por muito tempo, logo são despertados pela curiosidade que cada um carrega no seu ego.

Pois bem: Jerdivan no seu Livro – “A Saga da Cabocla Maringá” nos leva pela sua criatividade de poeta, contista e escritor nato, ao mundo subterrâneo da privacidade e revela os pensamentos, emoções, fala e ações dos protagonistas dessa história, trazendo à baila, cenários da natureza como paisagens de atalhos, estradas e rios, além de lugares como o casario e a cidade de Pombal. A cada capítulo do livro somos impulsionados a continuar na leitura como quem deseja ver logo o desfecho da trama.

Só Jerdivan poderá dizer o quanto foi difícil juntar as peças dessa história. Muitos leram ou ouviram outras versões, mas agora terão essa obra, místico de realidade e ficção nos mínimos detalhes, desnudando aos nossos olhos a profundidade e a originalidade da canção “Maringá”, conhecida internacionalmente, que emprestou seu nome a uma cidade do Paraná, oferecendo a Pombal na Paraíba, o designativo de “Terra de Maringá”.  

A SAGA DA CABOCLA MARINGÀ DE JERDIVAN NÓBREGA DE ARAÚJO terá seu lançamento em Pombal às 17 horas do dia 30 de setembro, em Sessão Solene da Câmara de Vereadores de nossa cidade, por ocasião da inauguração da Biblioteca Pública do Poder Legislativo local, que por deferência do Presidente da casa “Avelino de Queiroga Cavalcanti”, Vereador José William de Queiroga Gomes, condecorará com o nome da poetisa, escritora e artista plástica, Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes, o lugar onde ficará alojada a coleção pública de livros.

MARINGÁ, MARINGÁ

(Canção)

Letra e Música de Joubert de Carvalho

Foi numa leva

Que a cabocla Maringá

Ficou sendo a retirante

Que mais dava o que falá.

E junto dela

Veio alguém que suplicou

Pra que nunca se esquecesse

De um caboclo que ficou

 

Maringá, Maringá,

Depois que tu partiste,

Tudo aqui ficou tão triste,

Que eu garrei a maginá.

 

Maringá, Maringá

Para havê felicidade,

É preciso que a saudade

Vá batê noutro lugá.

Maringá, Maringá

Para havê felicidade,

É preciso que a saudade

Vá batê noutro lugá

 

Maringá, Maringá

.Volta aqui pro meu sertão

Pra de novo o coração

De um caboclo assossegá.

 

Antigamente

Uma alegria sem igual

Dominava aquela gente

Da cidade de Pombal

Mas veio a seca

Toda chuva foi-se embora

Só restando então às águas

Dos meus óio quando chora

 

Maringá, Maringá,

Depois que tu partiste,

Tudo aqui ficou tão triste,

Que eu garrei a maginá.

 

Maringá, Maringá

Para havê felicidade,

É preciso que a saudade

Vá batê noutro lugá.

 

Maringá, Maringá

Volta aqui pro meu sertão

Pra de novo o coração

De um caboclo assossegá.

 

PARABÉNS JERDIVAN!

Pombal, 14/09/2011

*RADIALISTA, BLOGUEIRO E COLUNISTA.

Contato brunetco@hotmail.com

 www.twitter.com/clemildobrunet 

Web www.clemildo-brunet.blogspot.com