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ESTAÇÃO POESIA - Salvemos nossas crianças! Elas são o futuro da nação!

30/05/2007

Ju Virginiana*

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Poesia é Vida...

E a vida é recheada com muitas coisas, umas boas, outras nem tanto.

Mas o bom da vida e o mais importante é que é inevitável sonhar, é viável acreditar, é absolutamente possível dar as mãos e correr atrás do sonho. O sonho de viver num mundo melhor, cada dia mais justo, cada vez mais humano.

Para isso, faz-se necessário que nos sensibilizemos para algumas situações que nos cercam e chamemos a atenção sobre elas. Somente assim tornar-se-ão reais os atos de refletir, buscar, agir, solucionar.

Mais uma vez, recorro, pedindo socorro à Poesia!

A Poesia sensibiliza. Ela toca, bate, clama, chama, para que a alma abra as janelas e as portas do coração!

Deixe sua alma abrir as portas do seu coração!

Deixe sua sensibilidade voar sobre todas as possibilidades de ser e de fazer feliz!

 

 

                                              Meninos de rua

    O dia era frio, muito frio, chuvoso, nublado e escuro, a sensação era de que o vento cortava, sangrando a pele. Poucas pessoas arriscavam sair às ruas. O mês de junho, no extremo sul do país, maltrata alguns cidadãos. 

    Envolvida em mantas de tricô, os famosos cachecóis, luvas e botas de couro legítimo, a Madame pára seu carro importado no sinal vermelho. Surge a sua frente um menino adolescente, quase moço, muito magro, corpo quase nu, coberto com tinta prateada, mexendo seus malabares. Mal podia acreditar que alguém pudesse suportar aquele frio em pêlo. Misérias do mundo! A Madame tira da bolsa, etiquetada com marca internacional, algumas moedas - que sobraram, talvez, do cabeleireiro, da massagem, da manicure?- para pagar o show. 

    Na quadra seguinte, outro sinal vermelho, fechado, gritando Pare, Olhe, Atenção! Outro menino, agora criança, vendendo balas, no carro se encosta. Nas costas o peso de ser diferente, carente, tão pequeninho, lutando sozinho, vendendo bala, cheirando cola, sem escola, pedindo esmola. Mas quem dá bola para um vendedorzinho de bala que só precisa de colo, de carinho, de uma boa escola, de um prato de feijão e de um pouquinho de atenção? 

    Enquanto a Madame seguia seu caminho sem olhar para trás, o menino seguia sua espera, espera, espera...

   Jussára C Godinho  -  Ju Virginiana

 

 

 

Poema Triste

 

Na rua o menino

Tão pequenino

Pedindo pão

 

Meu Deus, que susto!

Que mundo injusto

Que gente tão grande

E sem coração

 

Que sofrimento

Não tem cabimento

Pobre criança ao desalento

Sem ter solução

 

Hoje criança nessa situação

Amanhã um adulto

De arma na mão!

 

Jussára C Godinho – Ju Virginiana

 

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*Currículo: Jussára C. Godinho - Ju Virginiana - Professora - Formação em Licenciatura plena em Letras, Português e Espanhol. Acredito na Poesia como forma de educar para a vida! A Poesia é a própria Vida! O Poema é a tradução da Vida em palavras e rimas!


Comentários

Muito legal vc transformar sua preocupação num "grito" em prol dos excluídos. Quem sabe através da arte consiga sensibilizar as pessoas.
Um abraço. Jurema

Sou fã de carteirinha da Ju, pois, além de ser uma excelente poetisa, de alta sensibilidade, ainda coloca mais amor ainda no que faz. É natural dela, já vi isso, se preocupar com o próximo. Ju, aqui no nosso Nordeste sofrido, saiba que você tem um fã incondicional...sou eu!

adorei seu poema,seus escritos são lindo,mi guapa,tenha um lindo dia,brilhe sempre mi estrela ,es muy guapa,un gran beso.....................................................................................................profernandes

IDENTIFICO-ME, MUITO COM SEU POEMA MENINO DE RUA, POIS TRABALHEI COM ELES LONGOS ANOS,AQUI EM CURITIBA,E MINHA BATALHA DIARIA PARA QUE A SOCIEDADE ENTENDA, QUE OS PAIS E ELES SO PRECISAM DE UMA OPORTUNIDADE.BJUSS ADOREI!!!!