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O COMENTÁRIO DA SEMANA - Contraste

13/06/2007

Clemildo Brunet*

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O mundo que estamos vivendo é um verdadeiro contraste. Até certo tempo do século passado, a política brasileira tinha em seus quadros homens públicos que exerciam suas atividades de representantes do povo, por idealismo. Os primeiros edis mirins (vereadores) não recebiam proventos no exercício de suas funções. Hoje em dia , isso não existe mais. Antes o beneficio era em favor de quem eles representavam no poder. Hoje, o beneficio é a favor deles em detrimento de quem eles representam. Não quero tão somente com isso, me referir apenas aos pequenos representantes.

Na esfera estadual e Federal o contraste é grande em relação aos nossos políticos de antigamente. Não, que hoje não tenha representantes sinceros e honestos no Parlamento. Mas, são poucos e raros. Como também acontece nos que exercem atividades políticas nos Poderes Executivos. Até mesmo no Judiciário o contraste  existe entre os do passado  e os de hoje. Em todos esses seguimentos, o contraste é visível em relação ao que era antes. O sábio Salomão que sucedeu no trono o seu pai Davi, sintetizou muito bem em palavras a razão do contraste: “eis o que tão- somente achei: Que DEUS fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias.”

As Pessoas comemoram  o São João, em homenagem a João Batista; porém, essa homenagem é um contraste em relação ao homenageado, senão vejamos: Na profecia anunciada por um anjo a Zacarias sobre o nascimento de João Batista, diz o texto sagrado, que muitos se regozijariam com o seu nascimento. O anjo vaticinou também que João batista, não beberia vinho, nem bebida forte e que ele seria cheio do Espírito Santo, já do ventre materno. A bíblia registra também que por causa da dança de uma jovem, João Batista teve a cabeça decapitada. Como se comemora o São João? Com bebida forte e danças. Jesus certa vez fez menção do contraste que existe no ser humano. “pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!”

Na década de 70, quando João Agripino era Governador da Paraíba e veio a Pombal inaugurar trecho  da BR-230 agora asfaltada; ele disse uma frase em seu discurso que reflete muito bem o contraste. “A Estrada é boa para se correr, porém é perigosa!”  

O contraste está presente até mesmo em cada um de nós.  Você é  o que você é. Você é o que outros imaginam que você seja e você é também o que você pensa o que os outros imaginam a seu respeito.

Antes as pessoas de cidades provincianas sentavam e conversavam nas calçadas. Agora por força dos assaltos, seqüestros e similares ficam trancadas em suas casas com medo da violência que domina. A Bíblia diz que a ciência se multiplicará; mas diz também que por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Antes o jovem para casar esperava se formar, ter um emprego e ai sim  constituía família. Hoje casa, mora com os pais e em pouco tempo se separa.

 A tecnologia nos trouxe uma vida confortável em certo aspecto. Mas por outro lado contrasta com a utilização dos meios que ela oferece, como é o caso do telefone celular que facilita a ação de marginais. Já ouvi muitas pessoas chamarem o malfeitor que estava na Cruz de bom ladrão. Ora, onde já se viu bom ladrão? Ladrão é ladrão e pronto!

Finalmente, se pensar no contraste que a vida nos impõe, até a amizade daqueles mais chegados e que por circunstancia venham aumentar os seus bens ou mesmo ocupe um cargo de posição faz com eles desconheçam as suas origens.  O Salmista Davi rei de Israel expressou essa dor: “Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” Salmo 41:9     

 

 

 

                                              Clemildo Brunet – Radialista                  Em 13.06.07