"Às vezes, somos criticados pelas qualidades que temos e elogiados pelas que não temos."
"Eu adoro crianças. Gosto muito de bicho. A sociedade humana, para mim, já está um pouco mais difícil. Por exemplo, eu não gosto mais de festa, se é que algum dia gostei."
"Acho minha obra uma obra falha, uma obra que poderia ser melhor. Ela não teve um desenvolvimento assim consciente, lógico. Fui levado pela intuição e pelo instinto, pelas emoções do momento. Não creio muito na validade dessa obra.Acho o seguinte: como sou um homem do meu tempo, exprimi paixões e emoções do meu tempo, e isso naturalmente tocou as pessoas.(...)Não tenho maiores pretensões. As coisas mudam muito. Daqui a cinco ou dez anos, terei desaparecido e virão novos poetas, novas formas de poesia, novos critérios, novas tendências. Amanhã ou depois, daqui a cinqüenta anos, um sujeito olha e diz: 'olha, descobrimos um poeta chamado Drummond, que tinha uma pedra no meio do caminho. Que coisa curiosa.' Ou 'que coisa chata'."
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Drumond era inigualável como poeta e pensante.
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No Meio do Caminho
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No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
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Com a morte de Drumond eternizou-se um estilo poético de muita visão.
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